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18/06/2014 - Para ampliar acessibilidade, Gol testa atendimento em libras
A Gol iniciou na semana passada um projeto piloto para melhorar o atendimento a
deficientes auditivos. A empresa instalou dois terminais nos aeroportos de
Congonhas e Guarulhos que permitem ao usuário se comunicar com os
atendentes da Gol usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A meta da
empresa é colocar a plataforma em pelo menos dez aeroportos até o fim do ano.
 
Por meio do terminal, o usuário pode se conectar por vídeo a uma central de
tradução. Um intérprete fluente em Libras traduzirá as palavras do passageiro
para um funcionário da Gol no aeroporto, em tempo real. No momento, a Gol
mantém seis atendentes que dominam a língua de sinais. O serviço está disponível
de segunda a sexta, das 7h às 19h, e aos sábados entre 7h e 13h.
 
 
A equipe de call center é terceirizada, formada por colaboradores da Amigos
Metroviários dos Excepcionais (AME), uma instituição sem fins lucrativos que dá
consultoria a empresas sobre projetos de acessibilidade.
 
 
A iniciativa faz parte de um projeto da Gol para aprimorar o atendimento a
pessoas com necessidades especiais, disse o diretor de operações aeroportuárias da
empresa, André Lima. "Fizemos estudos no fim do ano passado e entendemos que
precisamos de soluções que permitam que esse passageiro tenha mais
autossuficiência."
 
 
No ano passado, dos 36 milhões de passageiros transportados pela Gol, cerca de 1
milhão informaram ter necessidades especiais. Dentro desse grupo, há cerca de 15
mil passageiros surdos. Segundo dados do IBGE, cerca de 2 milhões de pessoas no
Brasil são surdas ou têm grave deficiência auditiva.
A Gol vai testar como os passageiros interagem com o terminal em junho e julho.
Até o fim do ano, a empresa oferecerá o atendimento em libras nos principais
 aeroportos - Santos Dumont, Galeão, Brasília, Confins, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife e Salvador, além dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos. 
 
Dificuldades. A presidente da Associação dos Deficientes Auditivos-Visuais e
Deficientes Auditivos (Adavida), Aparecida de Fátima Negresiolo, não consegue
citar uma empresa que preste atualmente atendimento adequado para o cliente
surdo. "Algumas empresas oferecem um número de telefone específico para
atender deficientes auditivos, mas, na prática, isso não vem funcionando bem", diz.
Um dos pleitos das ONGs que lutam pela inclusão social da população surda é a
contratação de intérpretes em libras em locais públicos.
 
A Caixa Econômica Federal é uma das empresas com projetos mais avançados
nesta área. O banco começou a treinar os funcionários para atendimento em libras
em 2008 e atualmente possui cerca de 4 mil trabalhadores que compreendem a
linguagem de sinais. O banco também oferece atendimento específico na sua
central de atendimento para esse público. Só em 2013, o banco recebeu 69,6 mil
ligações neste canal.
 
 
 
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